Crónica
Há jogos cujo desfecho se adivinha cedo — e isso é sempre mérito de quem vence. A escapadinha algarvia soube bem ao Benfica, que resolveu a questão ainda antes de o suspense poder nascer.
Não é comum assistir-se a partidas em que, a partir dos dez minutos (em rigor, onze — mas dez soa mais redondo), praticamente desaparece qualquer dúvida quanto ao vencedor, restando apenas perceber por quantos golos. Esta constatação não representa desrespeito nem para o Farense nem para o Benfica. Trata-se apenas do reconhecimento de que os algarvios, a sofrer tão cedo, dificilmente teriam argumentos para inverter o rumo, apesar das boas ideias de Jorge Silas. Do outro lado estava um Benfica seguro, confiante e capaz de interpretar o jogo com maturidade.
Um início prometedor… interrompido cedo
O Farense até entrou com atitude, conquistando dois cantos consecutivos e criando algum perigo no segundo, com um cabeceamento defendido por Samuel Soares, titular na baliza encarnada em vez do habitual Trubin. Curiosamente, só voltaríamos a ouvir falar do guarda-redes por razões negativas perto do intervalo, quando se sentou no relvado com queixas musculares, confirmadas no descanso. Trubin regressaria à baliza na segunda parte.
Aos 11 minutos, uma falta sobre Prestianni na ala direita deu origem ao momento decisivo. Um lance que, noutros contextos, poderia alimentar longas discussões sobre arbitragem. Sudakov cobrou o livre com precisão, o Benfica executou bem os bloqueios na área e Ríos apareceu solto junto à baliza para inaugurar o marcador: 1-0.
Controlo total dos encarnados
A partir daí, o jogo passou a ter apenas um sentido. O Farense mostrou boas intenções, mas revelou-se incapaz de criar verdadeiro perigo. O Benfica controlou ritmos, espaços e emoções, sem correrias nem exuberâncias desnecessárias. Também não pressionou de forma avassaladora — simplesmente não foi preciso.
Pelo caminho, surgiram alguns contratempos inesperados para José Mourinho: além da lesão de Samuel Soares, também Sudakov teve de abandonar o relvado ainda antes do intervalo. Antes disso, Otamendi falhara um penálti e Ivanovic vira um golo anulado, adiando a confirmação do apuramento.
Segunda parte sem surpresas
O reatamento trouxe poucas novidades. O Farense não estacionou o autocarro — e fez bem —, mas também não tinha potência suficiente para furar a organização encarnada. E, novamente aos 11 minutos, agora da segunda parte, surgiu o 2-0, colocando um ponto final lógico na discussão do resultado.
Com as substituições de parte a parte, o jogo manteve o mesmo figurino até ao fim. Apenas nos descontos o Farense conseguiu, finalmente, aproximar-se com perigo da baliza do Benfica, chegando mesmo a marcar um golo que seria anulado pelo VAR.
Boas notícias num mês exigente
Mourinho saiu satisfeito, desde logo pela possibilidade de Manu Silva cumprir os 90 minutos — um pormenor relevante, dado o impacto do jogador e a importância da sua recuperação nesta fase da época. Prestianni deixou bons sinais, Banjaqui somou a estreia e Aursnes entrou ainda antes do intervalo para confirmar o seu estatuto de peça superlativa.
Se quiseres, posso:




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